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domingo, 23 de agosto de 2026

Produção

Do aviário ao dado: avicultura investe em ambiência controlada

Sensores de temperatura, umidade e qualidade do ar mudaram a rotina de quem produz frango na região, com efeito direto sobre conversão alimentar.

Por Marcos TeixeiraAtualizado em Castro1 min de leitura
A automação da ambiência reduziu a dependência de ajustes manuais ao longo do dia.

Poucos setores da produção animal dependem tanto de precisão ambiental quanto a avicultura. Variações de temperatura, umidade e qualidade do ar que passariam despercebidas em outras atividades se traduzem, no aviário, em consumo irregular e perda de desempenho.

Foi essa sensibilidade que empurrou o setor para a automação antes de outras cadeias. Nos aviários da região, sistemas de controle passaram a operar de forma contínua, ajustando ventilação e climatização sem depender da leitura pontual de um operador.

Da reação à antecipação

A diferença prática está no tempo de resposta. O ajuste manual corrige um desvio já instalado; o sistema automatizado atua sobre a tendência, antes que ela se converta em estresse térmico para o lote.

Variáveis monitoradas com mais frequência

  • Temperatura e umidade relativa em diferentes pontos do galpão
  • Concentração de gases e renovação de ar
  • Consumo de água e de ração por lote
  • Uniformidade de distribuição do lote no galpão
O aviário sempre deu sinais. A diferença é que agora eles ficam registrados, e dá para comparar um lote com o outro.
Produtor integradoAvicultura de corte

A comparação entre lotes é justamente o ganho menos visível e mais valioso. Ela transforma percepção em histórico, e histórico em critério para decidir investimentos futuros no galpão.