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domingo, 23 de agosto de 2026

Tecnologia & Inovação

Drones passam de novidade a ferramenta de rotina

O uso para monitoramento e pulverização localizada se consolidou onde há operador treinado e processo definido.

Por Marcos TeixeiraAtualizado em Tibagi1 min de leitura

A conversa técnica em Tibagi mudou de foco nos últimos anos. O que se discutia como resultado final — produtividade, volume, margem — passou a ser tratado como consequência de decisões tomadas muito antes, em etapas que costumavam receber pouca atenção.

Há um ganho colateral pouco mencionado: a padronização. Ao registrar operações de forma sistemática, a propriedade documenta seu próprio processo e reduz a dependência da memória de quem executa.

A integração entre plataformas é uma queixa recorrente. Propriedades que adotaram soluções de fornecedores diferentes acabam com dados fragmentados, o que anula boa parte do ganho analítico esperado.

O gargalo não é o equipamento

O que sustenta o resultado é a constância. Um ano bom qualquer um tem.
ProdutorCooperado

Do ponto de vista da sucessão, os sistemas de gestão têm cumprido um papel de ponte entre gerações — criando um espaço de contribuição para quem chega sem confrontar a experiência de quem já está.

A conectividade continua sendo condição limitante em parte das áreas rurais da região. Soluções que dependem de transmissão contínua exigem alternativas de contingência para não interromper a operação.

A produção em Tibagi integra o conjunto de atividades acompanhadas pelo ANUAGRO.

Integração e dados

Especialistas reforçam que a tecnologia deve responder a uma pergunta que a propriedade já tem. Quando o investimento antecede a pergunta, o resultado costuma ser uma estrutura cara e subutilizada.

Condições para a adoção dar certo

  • Uma pergunta clara que a tecnologia venha responder
  • Responsável definido pela coleta e pelo uso dos dados
  • Rotina padronizada de registro
  • Integração com os sistemas já utilizados
  • Plano de manutenção e de contingência

O que a experiência recente da região sugere é que decisões estruturais dificilmente se avaliam em um único ano. O horizonte relevante é sempre mais longo do que o do calendário de safra.