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domingo, 23 de agosto de 2026

Gente do Agro

O agrônomo que virou professor e continuou no campo

Série Profissões do Agro: a trajetória de quem divide a semana entre a sala de aula e as propriedades que acompanha.

Por Camila FerrazAtualizado em Ponta Grossa1 min de leitura

O tema atravessa propriedades de perfis muito diferentes nos Campos Gerais — das familiares às empresariais — e é justamente essa amplitude que explica por que ele voltou ao centro da pauta técnica regional.

A relação com a comunidade é outro elemento constante. Vizinhança, associação e cooperativa formam uma rede de apoio que sustenta decisões que, sozinhas, seriam inviáveis.

O que aparece de forma recorrente nesses relatos é a tensão entre permanecer e sair — uma escolha que se apresenta de maneira diferente para cada geração e que estrutura boa parte da dinâmica social do campo.

Rede de apoio

A região tem estrutura. O que falta, em muitos casos, é articulação para usar o que já existe.
PesquisadorInstituição de pesquisa

Há também a dimensão do reconhecimento. Trabalhos essenciais para a operação seguem pouco visíveis fora da propriedade, o que afeta a atratividade dessas funções para quem está escolhendo carreira.

Histórias assim raramente cabem em uma estatística. Elas envolvem decisões tomadas em contextos específicos, com informação incompleta e com implicações que atravessam a vida familiar.

A produção em Ponta Grossa integra o conjunto de atividades acompanhadas pelo ANUAGRO.

O que a sucessão organiza

A sucessão atravessa quase todas as conversas, mesmo quando não é o tema. Ela organiza o horizonte de investimento e define o que faz sentido construir a longo prazo.

Formação como caminho

O que aparece de forma recorrente nos relatos

  • A formação técnica como porta de entrada
  • O peso da rede de apoio local
  • A conciliação entre trabalho e vida familiar
  • A preocupação com a geração seguinte
  • A busca por reconhecimento profissional

O que a experiência recente da região sugere é que decisões estruturais dificilmente se avaliam em um único ano. O horizonte relevante é sempre mais longo do que o do calendário de safra.