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domingo, 23 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Energia no campo: propriedades diversificam a matriz

Geração distribuída, aproveitamento de resíduos e eficiência no consumo entraram no planejamento de propriedades que operam com carga elétrica elevada.

Por Marcos TeixeiraAtualizado em Carambeí1 min de leitura
A geração própria alterou o peso da energia no custo de algumas atividades.

Atividades como pecuária leiteira, avicultura e suinocultura têm em comum uma característica que costuma passar despercebida: elas dependem de energia elétrica de forma contínua e não interrompível. Ordenha, climatização, refrigeração e bombeamento não admitem pausa.

Essa dependência transformou a conta de energia em item estratégico do custo de produção — e abriu espaço para uma agenda que combina geração própria, aproveitamento de resíduos e redução de desperdício.

Três frentes simultâneas

Como as propriedades têm atuado

  • Geração fotovoltaica dimensionada para a carga da atividade
  • Aproveitamento energético de dejetos, quando há escala
  • Substituição de equipamentos por versões mais eficientes
  • Reorganização de horários de operação conforme a tarifa
  • Recuperação de calor em sistemas de refrigeração

A ordem importa. Técnicos que acompanham esses projetos insistem que eficiência vem antes de geração: reduzir o consumo custa menos do que produzir a energia que seria desperdiçada.

O melhor quilowatt é o que você não precisa gerar. Só depois disso a conta da geração fecha bem.
ConsultorEficiência energética rural

Resíduo como ativo

Onde há concentração animal, o tratamento de dejetos deixou de ser exclusivamente um passivo ambiental para se tornar potencial fonte de energia e de fertilizante orgânico. A viabilidade, no entanto, depende de escala e de gestão — e projetos subdimensionados tendem a se tornar estruturas ociosas.